História da Comunidade Santa Rita

Ouvindo a reflexão, do nosso Pároco Padre Angelo na festa de Corpus Christi de 2018 da beleza da união de várias mãos na confecção dos tapetes me fez relembrar o que aconteceu na nossa comunidade, e nesse contexto lá em 1996, mais ou menos assim, começou a nossa história.

Tudo começou com a união de muitas mãos, a dos vizinhos da Rua Vitória, em uma novena de Natal, onde vários nem sabiam do que se tratava.

A casa escolhida foi a da D. Odete e Seu Antônio, casal firme na fé que foi arrebanhado para Jesus, com suas orações o Barbosa da Célia, a D. Elza, a Rosemary, Rosangela do Geraldo, D. Isabel, D. Ana, D. Zumira, D. Cida, D. Maria Galhardo, Heitor da D. Leonor, Cida Garde, D. Antônia, Lucimar, Cleusa, Nanda, D. Rosa, Sr. Luís, João Estrela, Eron, Norivaldo e os filhos pequenos, Valéria e as filhas ainda bem pequenas, D. Lurdes, Marta, D. Geralda, Suely, Ana e muitos que com o passar do tempo também uniram as mãos. Juntos com a inspiração do Padre José Carlos Rossini, formamos um grupo de Terço e num total de 18 para evangelizar nas casas.

Todos tinham um padroeiro, o nosso havia 2 (duas): Nossa Senhora de Fátima e Santa Rita de Cássia.

No início íamos onde éramos convidados, depois fomos nos centralizando e nos preocupando com as nossas crianças e necessitados mais próximos.

Eram muitas crianças com fome de tudo. Começamos a oferecer sopa uma vez por semana na oficina mecânica do Barbosa, onde principalmente a Célia percorria as quitandas em busca de doações e vários outros cozinhavam na oficina, também houve várias Celebrações da Santa Missa.

Da sopa, com estômagos cheios, falávamos do Deus da vida. Iniciamos a catequese para crianças e adultos. A cada ano fazíamos na festa de Santa Rita um bolo do tamanho do ano que o grupo havia se formando.

Alugamos uma casa pequena também na Rua Vitória para acomodar melhora à todos. Depois passamos para um terreno na Travessa Lázaro Garde, onde realizávamos as festas juninas com os vizinhos e amigos, bingos para aquisição das cadeiras, pois todo mês tínhamos que pegar emprestada da Matriz para celebração da Santa Missa.

Muitos anos Dom Arnaldo, veio celebrar até em cima de um caminhão, o do Sr. Mario, a Festa de Santa Rita. Depois jantava na comunidade, nos presenteando uma vez com um forno para servirmos os pães para as crianças.

Havia também as enchentes onde todos da comunidade trabalhavam socorrendo os necessitados.

Depois de muitas mãos unidas em oração, hoje temos a Casa de Santa Rita, assim a chamou Dom Joviano, quando também almoçou conosco em uma de suas visitas pastorais.

Os seminaristas também que passaram na Matriz Santa Maria Goretti em especial hoje o Padre Willian, desenhou e ajudou na confecção do andor de Santa Rita de nossa comunidade. Tudo há uma história, tudo tem um por que, tudo tem muitas mãos.

Hoje 21 anos depois, a nossa Comunidade está localizada na Travessa Lázaro Garde, 117, onde continuamos insistentemente com nossas mãos semeando a Palavra de Deus a toda criatura.

Uma das graças, de muitas, que Deus nos concedeu apesar de tanta corrupção, foi o término das enchentes.

Que Deus acolha as muitas mãos que trabalharam na Comunidade e que hoje estão na Casa do Senhor. E por nós, para que continuemos a trabalhar sem desanimar.