Relíquia

Na festa de nossa querida padroeira Santa Maria Goretti, tivemos a alegria de entronizar a sua relíquia para a veneração pública. A relíquia exposta é um fragmento do osso de Santa Maria Goretti, conforme documento datado do dia 25 de abril de 1958.

Mas você sabe o que é uma relíquia e sua importância em nossa caminhada cristã?

Relíquia é a parte do corpo de um santo ou de qualquer objeto que lhe pertenceu. Ela é usualmente guardada em receptáculos chamados relicários.

Existem três classificações de relíquias: primeira classe, que é a parte do corpo de um santo (osso, unha, cabelo, etc.); segunda classe, são objetos pessoais de um santo (roupa, cajado, pregos da cruz, etc.) e as de terceira classe que inclui pedaços de tecidos que tocaram no corpo do santo, ou no relicário, onde uma porção do seu corpo está conservada.

A Igreja Católica, consciente de que a Santidade do próprio Deus refulge e manifesta-se em seus santos, venera, admira e invoca a intercessão dos mesmos, certo de que este procedimento, longe de ofender a Deus, ou de afastar os homens d’Ele, é algo que muito lhe agrada e muito favorece a Vida Cristã.

O Santo Padre, o Papa Bento XVI, ao relembrar a figura de São João Damasceno (séc. VIII), relembra uma definição clara e sempre atual feita pelo santo:

“Damasceno ‘foi um dos primeiros que distinguiu no culto público e privado dos cristãos entre adoração (latreia) e veneração (proskynesis): a primeira se pode dirigir unicamente a Deus e a segunda, entretanto, pode usar uma imagem para dirigir-se àquele que está representado na mesma imagem’. Os católicos veneram ‘as relíquias dos santos sobre a base da convicção de que os santos cristãos, ao terem participado da ressurreição de Cristo, não podem ser considerados simplesmente como mortos’”. (Audiência Geral, 06.05.2009)

Recentemente, na ocasião da beatificação do Papa João II, vimos o emocionante momento em que o Papa Bento expôs a Relíquia do novo Beato. Tal relíquia é o sangue de João Paulo II, que foi colhido durante seus últimos dias de vida, quando ele estava gravemente doente, para ser usado numa transfusão, caso fosse necessário. O sangue foi colocado em uma ampola e foi usado como relíquia do novo beato, para ser venerada pelos fiéis durante a cerimônia.

As relíquias não são objetos mágicos ou amuletos de sorte, mas são estímulos à piedade cristã. Elas nos ajudam a lembrar-nos dos santos, de suas vidas, de seus exemplos de virtude, da necessidade de também nós trilharmos o caminho da Santidade, de que eles, mesmo no Céu, não nos abandonaram, mas ainda estão conosco, nos ajudam e intercedem por nós.

CERTIFICADO DA AUTENTICIDADE DA RELÍQUIA