Brasão Paroquial

BRASÃO PAROQUIAL
PARÓQUIA SANTA MARIA GORETTI

1.1 A simbologia cristã.

Vivemos cercados de símbolos, escudos e brasões, relacionados com governos, universidades, escolas e até clubes esportivos. Na Igreja Católica, eles vêm de uma longa tradição, cujas raízes estão nas catacumbas dos primeiros séculos.

1.2 O uso dos símbolos cristãos

Com efeito, toda instituição sadia que se forma ou adquire uma personalidade própria, tem como uma de suas primordiais preocupações desenvolver símbolos que a caracterizem e distingam das demais. E uma das manifestações da riqueza e força espirituais da Igreja Católica é a fecundidade em traduzir numa exuberante coleção de símbolos o universo sobrenatural que ela contém.

Acima de todos os símbolos, sem dúvida, está a própria Cruz, sinal por excelência instituído pelo próprio Salvador que nela quis derramar todo o seu preciosíssimo sangue para nossa redenção.

No entanto, é espantosamente grande o número dos símbolos cristãos, como grande é a quantidade de carismas e vocações dentro da Igreja.

Analisar a sucessão dos símbolos cristãos ao longo dos séculos é fazer um interessante estudo da história da própria Igreja. Cada geração acrescenta um novo elo a essa cadeia ininterrupta, iniciada pelo próprio Cristo Senhor Nosso. Desde a antiquíssima figura do peixe, gravada numa pedra já quase desfeita, até o brasão de um bispo, de uma Diocese, de uma Paróquia, ou de um presbítero todos fazem parte da mesma história desta Igreja peregrina e imortal, que sem cessar se renova ao sopro do Espírito Santo. Renova-se como uma grande e saudável árvore cujas raízes estão solidamente plantadas no fértil solo do passado, e cujos novos ramos se multiplicam possantes e verdejantes, voltados para o céu, para o futuro.

1.3 O Brasão da Paróquia

“Uma imagem vale mais que mil palavras”, diz a sabedoria popular. Talvez por isso, os brasões, símbolos identificativos de indivíduos, famílias, instituições ou locais não utilizem letras, mas figuras na sua composição.

Descrição Heráldica do Brasão da Paróquia Santa Maria Goretti.

1.4 Escudo

O Escudo é dividido em duas partes que nos remete a nossa realidade de Igreja: Vermelho e azul. O vermelho nos remete a contemplar a beleza de nossa caminhada como Igreja Peregrina, no qual, a exemplo de Santa Maria Goretti, somos chamados a “derramar” no chão de nossa vida e de nossa história o sangue e suor da oferta ao Pai e aos irmãos. O azul nos recorda que quando somos capazes de viver esta fidelidade, vislumbramos no hoje de nossa vida e de nossa realidade a Igreja Triunfante – o céu – morada preparada a todos nós filhos e filhas amados e queridos de Deus.

2. COMENTÁRIO SIMBÓLICO

2.1. A cruz dourada

Ao longo da História da Salvação, muitas vezes Deus ofereceu a sua aliança de amor com a humanidade. E de tal modo, amou o mundo, que chegada a plenitude dos tempos, nos enviou seu próprio Filho Jesus para ser nosso Salvador. E para realizar o plano de amor do Pai, tendo-nos amado, Jesus amou-nos até o fim, entregando a sua vida no altar da Cruz. Por isso, o Pai o glorificou, ressuscitando-o dos mortos, tornando-o vencedor do pecado e da morte. Por isso, nossa glória é a Cruz, donde nos salvou Jesus.

2.2. Os lírios

Há três lírios, no campo azul, representando a pureza de Santa Maria Goretti (Mariazinha), vivida como amor a Santíssima Trindade, como Ela testemunhou: “Antes morrer do que pecar”.

2.3. A inscrição do JHS

Nos leva à contemplar o grande amor de Santa Maria Goretti à Jesus na Eucaristia. Mariazinha desejava muito fazer a primeira comunhão. Perguntava à mãe: “Mamãe, quando é que eu vou fazer a 1ª Comunhão?” Não é por acaso que sua frase final, no dia de sua primeira comunhão, tenha sido esta: “Mamãe, de hoje em diante, vou me tornar cada vez melhor”. Esse dia foi o nascimento de Jesus dentro dela. O encontro com Jesus era a meta dos seus desejos. Para ela a comunhão se tornou o ponto de apoio para enfrentar melhor, com amor e fidelidade, as tarefas que pareciam querer esmagá-la.

2.4. O coração abrasador de Jesus

A conformação com Jesus, na comunhão fazia Mariazinha viver sempre mais o espírito das bem-aventuranças. Imitava o coração “misericordioso” de Jesus, que veio “para servir e não para ser servido”. Ao ser levada ao hospital, Mariazinha profere o perdão que garante para si o céu e para Alexandre uma vida nova, dizendo ao padre que, anteriormente, lhe havia dado a Primeira Comunhão: “Sim, eu também (como Cristo, que perdoou o ladrão arrependido), por amor a Jesus, o perdoo… e quero que ele venha comigo ao céu…”.

2.5. A cruz, com a Bíblia e o SIM

Remete-nos ao projeto SIM, Ser Igreja em Missão. A missão da Igreja brota da missão de Cristo, através do Espírito Santo. Esse Espírito “sem medida” fará com que a comunidade eclesial seja eucarística e missionária, alternando momentos de encontro com o Ressuscitado, com momentos de presença nos lugares mais distantes e necessitados de vida e comunhão mais plena. A missão avança na medida em que a Palavra é anunciada. A exemplo do seu Mestre e Senhor – que não veio para ser servido, mas para servir – a Igreja peregrina se faz servidora, indo ao encontro das pessoas onde elas se encontram e acolhendo bem os que chegam às nossas comunidades.

O presente Brasão é, pois, uma síntese ou resumo da Paróquia de Santa Maria Goretti, suas estruturas, vida e de seu programa pastoral.

O Brasão de Armas da Paróquia Santa Maria Goretti, é exclusivo do governo paroquial e será usado:

I – Obrigatoriamente:
Nos documentos, demais papéis e correspondências oficiais expedidas pelo Pároco e pela Secretaria Paroquial;

II – Facultativamente:
Em textos e materiais de uso das pastorais, serviços, grupos e movimentos.

Queridos paroquianos, ao contemplarmos este brasão paroquial, possamos reavivar em nosso coração a graça de Deus suscitada em nossa vida através do testemunho de nossa querida padroeira Santa Maria Goretti (a Mariazinha): como Igreja Peregrina caminharmos peregrinando rumo a Igreja Triunfante, ou seja, o Reino definitivo do Pai. Neste peregrinar possamos alimentados pela Eucaristia, vivermos o amor e a misericórdia, sendo verdadeiramente uma Igreja Missionária, acolhendo bem àqueles que chegam até nós e indo ao encontro daqueles que se fazem ou estão distantes de nós.

Pe. Angelo Donizeti Crivelaro
Pároco